Copo Americano

O desenvolvimento tecnológico deste ícone da indústria vidreira nacional ao longo dos últimos 65 anos se confunde com os avanços alcançados pela própria Nadir Figueiredo S.A. , que está perto de completar seu primeiro centenário.

Consideremos como ponto de partida a fabricação do copo em 1945 de forma manual, ou seja, dentro dos padrões mais tradicionais do vidro artesanal onde o operador colhe o vidro incandescente no forno usando uma cana e o deposita numa forma que vai dar o visual final do produto. Este processo rendia aproximadamente 2 copos por minuto e já era considerado um avanço para a época.

Com o sucesso mercadológico ficando cada vez mais evidente, dentro dos padrões de avaliação da época, era de se esperar que uma indústria ousada e com uma mentalidade já focada em inovação buscasse uma alternativa automatizada para aumentar a produção e reduzir os custos. Em 1946, iniciam-se os primeiros movimentos nesse sentido, já utilizando máquinas que conseguiam produzir 30 copos por minuto. Fica evidente que ao multiplicar a produção por 14 os ganhos de mercado foram conseqüentes. Trabalha-se então neste momento para aprimorar qualidade e garantir que este volume pudesse ser absorvido pelos consumidores. Consolida-se também a vocação para que o ?Copo Americano? seja eleito o copo predileto para bares e restaurantes pela sua plena oferta e pela ótima relação custo x benefício.

Lá pelos meados de 1965 uma nova etapa começa. Mais uma vez com tecnologia própria, genuinamente brasileira, desenvolvida pela engenharia da Empresa, novas máquinas permitiram avançar para uma produção ao redor de 60 copos por minuto. O esforço foi muito grande. A competição com gigantes multinacionais do vidro se acirra, mas a Nadir Figueiredo se firma como uma ?gigante? nacional e parte decididamente para encarar o desafio de tornar este copo o mais popular e amado do Brasil, oferecendo aos consumidores uma excelente opção com uma característica fundamental: a multifuncionalidade.

Já em 1972 trabalhava-se a 100 copos por minuto e o caminho para a excelência operacional estava traçado. Havia se encontrado a fórmula, restando ?apenas? à Equipe de engenharia fazer os avanços degrau por degrau. Em 1983, um passo quase que inimaginável DOBRA a produção para 200 copos por minuto e a partir deste momento as melhores cabeças pensantes se dedicam a consolidar o que seria um sonho à época mas que se sustentava teoricamente.

Em 1996, após algumas idéias que não se concretizaram, se cristaliza na mais absoluta certeza tecnológica o ineditismo de produzir em uma mesma máquina várias gotas simultâneas de vidro que permitem a produção de 380 copos por minuto. Ressalta-se que TODO o investimento em tecnologia, maquinário, treinamento e capital de giro foi suportado por recursos próprios e também oriundos basicamente do BNDES, que sempre apoiou as iniciativas inéditas da Empresa.

Neste ano de 2010, coincidente com o código interno do Copo Americano (copo 2010) estamos chegando ao patamar de 420 copos por minuto e já está preparada a introdução da tecnologia necessária para se alcançar, já em 2011, o nível de 480 copos por minuto.

Considerando que existe uma linha 100% dedicada para a fabricação do nosso copo americano, podemos imaginar a importância deste produto para a Nadir Figueiredo, mas ao mesmo tempo devemos refletir do significado do mesmo para o Brasil. É o copo do Brasil. É um ícone do design reconhecido aqui e lá fora. É comercializado no MoMa de Nova Iorque. É referência para o órgão de saúde pública quando se fala em soro caseiro. É medida para receita dos mais variados gourmets. É adorado pelos jovens. É adorado pelos que já foram jovens. É orgulho para a história da indústria brasileira. É motivo para diversos blogs.

E, acima de tudo, É DA NADIR FIGUEIREDO.